As minhas referências no design vêm muito dos países nórdicos e do Japão. Gosto de espaços calmos, que me deixem respirar e pensar, onde os objectos que fazem parte de mim sejam bem recebidos e que me tragam referências da Natureza, mesmo que seja um mero banco de pinho natural de formas orgânicas que convide a sentar.
Se tiver de seleccionar uma palavra que defina estas duas referências diria que dos países nórdicos tiro a essência do pormenor, do Japão diria a essência do suficiente (AKA Less Is More).
Bebo destas fontes com muita frequência, e claro, hoje a passar os olhos pelo Pinterest vejo mais um daqueles produtos que dá vontade ter em casa ou mesmo aconselhar a quem precisa dar uns toques lá em casa sem grandes gastos, mas com muita graça.
Há uns anos usei exactamente esta técnica numa decoração de Natal. Foi sem duvida um dos projectos mais gratificantes na minha vida enquanto designer exactamente porque quando os clientes entraram em casa ficaram com um sorriso tão grande que pareciam duas crianças acabadinhas de entrar na DisneyWorld. Clica aqui para ver.
Para quem o papel de parede possa ser uma solução mais difícil de executar, há os wallstickers (autocolantes) para espalhar pela casa e quem melhor que a FERM LIVING para vos trazer estas preciosidades?
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Monday, June 30, 2014
Tuesday, June 24, 2014
Harris Tweed - Hand Made In Britain.
O famoso Tweed está para um Britânico como a Calçada Portuguesa está para nós, ou talvez antes os tapetes de Arraiolos, ou mesmo as tolhas de Renda. Faz parte da cultura deles, é uma herança muito bem preservada, com raízes muito estáveis e definidas. Tweed é a Grã-Bretanha, e eu adoro ambos.
Este mês tive o privilégio de conhecer esta marca pessoalmente: Tetrad. Mas é a linha HARRIS TWEED que me deixou cheia de ideias e lembranças. Sofás de costas baixas, tecidos "que picam", formas ligeiras e arredondadas e os famosos botões meramente decorativos - um clássico que toda a casa britânica tem.
E como um clássico fica sempre bem, mesmo no meio de peças vanguardista, deixo aqui os modelos que mais gosto, e que adoraria ter pelo menos um.
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| Foto tirada na feira de Mid-Point, em Birmingham. |
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| BOWMORE - Estilo Edwardian de linhas curvas e simples. |
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| BRAEMAR - O clássico dos clássicos. |
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| CASTLEBAY - O inglês Chesterfield. |
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| DUNMORE - O cadeirão de orelhas que fica bem ao lado de qualquer sofá da Tweed Harris. |
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| MACKENZIE - Mais um cadeirão de orelhas, perfeito para o meu quarto. |
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Sunday, June 22, 2014
Viver (Des)Organizada.
Por norma sou uma pessoa (altamente) organizada - tudo alinhado, por categoria - nome, cor ou assunto - e de preferência sem pó (sim, porque sem pêlos é pedir o impossível com dois gatos em constante mOVimEnTo cá em casa).
O ser organizada não é nada mais nada menos que o resultado de não gostar de perder tempo à procura de algo que num momento exacto preciso. A organização é a maximização de tempo, que para mim nunca é suficiente. Quem me dera ter 24 horas por dia mais a noite. Era bom, não era?
Claro, também tenho os meus momentos - pilhas de revistas e livros (às vezes até no chão); cadernos e canetas espalhadas p'la casa; telefone escondido algures que só é encontrado quando alguém me telefona ou eu própria. Compras para arrumar, roupa para engavetar e loiça para lavar- verdade!
Mas a casa é isto mesmo: vivê-la sem austeridade nem intolerância. É fazer o que nos apetece, mais tarde logo se organiza e limpa. Não devemos entrar no desleixe, mas temos de nos permitir viver a casa, viver a companhia, viver aquilo que duma forma ou de outra fomos adquirindo ao longo dos tempos. Aproveitar, usufruir, usar. Caso contrário os objectos e o espaço não passam disso mesmo: objectos e espaço.
#BomDomingo
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| Mais logo arrumo, talvez amanhã. Mas arrumo. |
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Saturday, June 21, 2014
Diz-me Como Decoras, Dir-te-ei Quem És.
Já disse várias vezes por aqui que a casa é o nosso reflexo, assim como os jeans que só usamos ao fim de semana ou a clutch que escolhemos meticulosamente para sair sexta-feira à noite para dar um pézinho de dança.
São os pormenores que constroem a nossa imagem e é isso que ando à procura - pomenores da tua casa, pormenores que compõem a tua energia e a tua imagem, a tua identidade.
#BomFimDeSemana
Wednesday, June 4, 2014
Origin Is The New Black.
Durante décadas vivemos na ostentação desmedida. Tudo se comprou, mas pouco se intensificou. Tudo era passageiro, nada para sempre. Usamos e abusamos dos recursos e quando assim é nada (ou pouco) vira timeless.
Creio que esta vaga atingiu todos nós e em muitas áreas das nossas vidas. A parte boa deste "movimento" é que acabou. Somos mais exigentes com o que adquirimos, somos melhores compradores e indirectamente influenciámos o inicio dum novo movimento: voltar às origens. Precisamos de referências que foram perdidas nestas ultimas décadas.
E como uma boa marca é aquela que entende os seus clientes e as novas tendências, deixo aqui um dos vídeos mais bonitos sobre o come back da Heals, uma loja no centro de Londres com mais de 200 anos e provavelmente a melhor do mundo.
Heal's prides itself on its history of discovering and nurturing creative talent. Back in the 1950s, the company was responsible for championing fabric designs by emerging designers of the time including Lucienne Day, Zandra Rhodes and Barbara Brown. Now for the first time since the 1970s, Heal's has produced an exclusive own-brand fabric collection. Working with both established and up-and-coming designers - each of whom has created an exclusive pattern for Heal's -- the collection celebrates both colour and individuality, drawing inspiration from fabric archives, decorative arts, nature and even jewellery.
Creio que esta vaga atingiu todos nós e em muitas áreas das nossas vidas. A parte boa deste "movimento" é que acabou. Somos mais exigentes com o que adquirimos, somos melhores compradores e indirectamente influenciámos o inicio dum novo movimento: voltar às origens. Precisamos de referências que foram perdidas nestas ultimas décadas.
E como uma boa marca é aquela que entende os seus clientes e as novas tendências, deixo aqui um dos vídeos mais bonitos sobre o come back da Heals, uma loja no centro de Londres com mais de 200 anos e provavelmente a melhor do mundo.
Heal's prides itself on its history of discovering and nurturing creative talent. Back in the 1950s, the company was responsible for championing fabric designs by emerging designers of the time including Lucienne Day, Zandra Rhodes and Barbara Brown. Now for the first time since the 1970s, Heal's has produced an exclusive own-brand fabric collection. Working with both established and up-and-coming designers - each of whom has created an exclusive pattern for Heal's -- the collection celebrates both colour and individuality, drawing inspiration from fabric archives, decorative arts, nature and even jewellery.
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