Sunday, July 28, 2013

Holiday House | A Simple Dream.

Trabalhamos também para termos férias. Férias na praia ou no campo? O equilibrio entre as duas é a minha escolha.

A partir de terça-feira vou estar de férias e a minha escolha é sempre a mesma: a minha Maceira.
Nasci lá, cresci lá e volto sempre lá. Tenho a praia, tenho o campo e tenho as pessoas - férias é isso mesmo: é procurar o que nos faz falta nos outros dias.

Entre muitos sonhos que tenho, um é ter lá a minha casa de férias (para as férias curtas, férias longas, férias de verão, férias de inverno, férias sozinha, férias acompanhada, todas as férias).
Com vista para a serra ou para a praia, neste momento não interessa. Só interessa mesmo que a tenho desenhada nos meus sonhos.

Principal condição | arquitectura naive representada por um pentagono imperfeito

Segunda condição | simplicidade dos materiais e das cores

Terceira condição | janelas por todo o lado com vista para todas as cores

Outra condição | que transmita a sensação UM: inicio

E tudo o que proporcione simplicidade na vida.

Tem de ter um espaço para dormir a sesta (ou ler um livro)

Outro para explorar as propriedades da água

Vista para as estrelas 
E um lugar para sonhar acordada.

Boas férias para todos e não se esqueçam de ter tempo para sonhar. 

Fotos aqui

Tuesday, July 23, 2013

Home Office With Oslo | Clean, Feminine and Quiet.

Antigamente ter um escritório em casa era acessivel só àqueles que tinham muito espaço (e muito dinheiro). Lembro-me em miuda de ver naquelas novelas brasileiras super chiques os escritórios super espaçosos com vista para os jardins cariocas e pensar: quando for adulta será que vou ter um escritório na minha casa? - Nem pensava no lado chic da coisa, só mesmo na sua existência, o resto logo se via.

Pois bem, tenho um escritório em minha casa sim senhora e com vista para o rio Tejo (também tenho um closet maior do que o da Carrie Bradshaw, mas a partilha fica para depois). 

Tal como o novo paradigma que a sociedade está a viver, o mobiliário das casas também se adapta e as secretérias já não são esclusivas aos escitórios das empresas. O objecto democratizou-se e nós agradecemos. Cada vez mais trabalhamos de casa, à noite e ao fim de semana passamos horas ao computador e é importante termos um corner confortável, de preferência cheio de estilo. 

Hoje recebi a minha secretária nova: a OSLO da TemaHome desenhada pela Nádia Soares. 
Com um toque escandinavo, clean e muito feminino, fica linda cá em casa. Uma sensação interessante - não sei se por causa das linhas ou do mix de acabamentos, esta home desk proporciona SILÊNCIO. Quem disse que o mobiliário não comunica?
Mix de branco lacado e carvalho, esta secretária tem espaço para o computador, tablet, as revistas e os livros que preciso ter sempre à mão e todos aqueles acessórios que nós miudas precisamos ter para trabalhar in style.

Espaço do novo catálogo da TemaHome. 


Ainda estou a decorar o espaço. Quando acabado, partilho aqui as real photos.

Sunday, July 21, 2013

DAYLESFORD | Farm Chic.

Se eu tiver de me descrever em poucas palavras, a minha escolha vai para: Creative above all, Entrepreneur overall. Não sou uma sem a outra, sou o composto das duas.

A minha infância deu-me todas as ferramentas para explorar o meu lado criativo, mas como acredito que não somos feitos somente daquilo que exploramos, sei que é nos meus genes que está a minha entrepreneurial expertise.

O que é que isto tem a ver com a Daylesford? É porque esta mercearia é o conjunto deste dois adjectivos que me definem. Aliás, é mais do que uma mercearia, é LIFESTYLE.

Desde o packaging design até ao shopping display e a qualidade dos produtos, esta marca que vem duma quinta de Gloucestershire na Grã-Bretanha é perfeita. E se a perfeição não existe, este é o limite, acreditem.

Farm Chic is the new girl in town.

A essência da embalagem é a simplicidade e transparência. O produto está completamente exposto, e isso é sem duvida a melhor técnica de venda que a marca põe em prática todos os dias.

O livro e os ingredientes que são precisos para fazer o churrasco lá em casa - é só tirar um de cada (e a isto chama-se "o melhor serviço ao cliente").

A loja têm três pisos - quando se entra temos a mercearia, se subirmos as escadas encontramos a área onde se encontra os produtos a peso (carne e vegetais) e se descermos as escadas vamos para o café onde podemos saborear um belo almoço ou lanche, sozinha ou acompanhada.




Quando voltei de Londres, o meu plano B era explorar esta ideia em Lisboa. Encontrei emprego a fazer aquilo que queria (e quero), por isso a Mercearia Chic ficou em standby, mas acreditem que está longe de ser esquecida. Estas imagens que vou colecionando é para o moodboard que um dia vou fazer.

Friday, July 19, 2013

Herbs & The Beauty To Have Them Grow.

Sou uma apaixonada por Urban Gardens e agora que tenho um apartamento com muita luz e varanda, tenho aumentado os pequeninos jardins cá em casa (pequeninos jardins = vasos).

Tenho sucesso com árvores (tenho uma oliveira na varanda muito pequena que promete vir a dar muitas azeitonas para os meus Martinis) e tenho sucesso com plantas.

No que toca a ervas aromáticas já percebi que para mim, a dificuldade em tê-las à mão se semear para as saladas e pastas favoritas é muito alta. Tenho até consciente que pode ser sem duvida um problema energético, mas não vou desistir enquanto não explorar as técnicas todas.
Já tentei (quase) tudo: muita luz, pouca luz; muita água, pouca água; sol, sem sol; no alto, em baixo; muita terra, pouca terra. Até já comprei aqueles kits do IKEA (vasos, terra, sementes e instruções?), mas não consigo mantê-las.

A semana passada vi este produto no Design Museum em Londres e voltou a dar-me vontade de tentar o cultivo destas especies. Já o conhecia, mas não lhe dei a importância que realmente pode ter. Sendo que a função mais importante do design é resolver necessidades, voltei a acreditar que há uma grande chance ter ervas aromáticas frescas cá em casa.

Alguém com boas dicas e/ou segredos nesta arete para partilhar?


Projecto herbs/spices do françês Pascal Charmolu para a sueca sagaform

(Estes vasos são mesmo bonitos, não são? Achoq ue vale a pena comprá-lo nem que seja para dar-lhe outra função.)

Wednesday, July 17, 2013

St John Bread and Wine | British Chic.

Se eu tivesse de escolher somente três coisas que seriam o meu único alimento para sempre, garantidamente que seria pão, manteiga e café, mas devo dizer que o vinho ficaria de fora a muito custo.

O St John Bread and Wine faz-me sempre lembrar este conceito das 3 melhores coisas "gourmet" do mundo. Têm uma selecção de vinhos fantástica e o pão... meu deus, o pão! É do melhor que se encontra no centro de Londres. Ía lá 2 a 3 vezes por semana buscar aqueles enormes home made loaf of bread.

O espaço é super British Chic. Decorado com cadeiras e mesas de formas muito simples, a sala tem até um ar de cantina. O facto das janelas estarem a uma cota mais alta do que o standard dá a privacidade aos clientes, facto que em Londres é muito solicitado. Os guardanapos cheiram a lavanda (talvez até british lavander, who knows?) e o chão  em forma de zig-zag é em madeira recuperado.

O serviço é top e exclusivamente British (é normal encontrarmos latinos e outras nacionalidade a servir às mesas de Londres, mas no St John podemos fazer conta somente com Britain on its best). O chefe de sala, muito engraçado, tinha um accent so Scottish I could marry him...

Já não é novidade, mas este deve ter sido um dos primeiros restaurantes que me deu a conhecer há alguns anos atrás que os menus só não são alterados todos os dias como ainda, durante o dia há trocas espontâneas, providenciando aos seus clientes o fator surpresa e confiança que em serviços qualificados ficam sempre muito bem.

 
A organização faz-me bem à alma, e é de apreciar estes copos meticulosamente organizados à espera de novos clientes, não é?

O branco e a madeira são a constante dos interiores que trás todo o equilíbrio desejado enquanto se saboreia uma boa refeição, seja sozinha (como eu) ou acompanhado por amigos ou familiares.



Tudo ao pormenor, começando pela água, que diz vir duma fonte qualquer do Reino Unido, mas não se sabe qual.

Earl Grey, please.
O pão delicioso que confortava as minhas manhãs (e às vezes noites) na ilha de Sua Majestade
PS - A directora da Whitechapel Gallery Iwona Blazwick faz questão de ir lá tomar o seu branch aos Domingos. Whoever wants to mingle with her should drop by.

Tuesday, July 16, 2013

H&M Home | London.

Trabalhei com uma italiana que ficava irritada quando via marcas de roupa a lançar linhas de casa, tipo Missoni, Fendi e outras high-end brands. Ela era a responsável pela Flexform no Harrods onde eu também trabalhava. Cada vez que alguém escolhia um Fendi sobre um Flexform, meu deus, afinava ainda mais aquela pronuncia italiana! Dizia que a Flexform não ía lançar linhas de vestidos ou de sapatos, então porque razão é que os fashionistas não deixavam o mobiliário em paz. Anyway... 

Pois eu devo dizer que acho o máximo as marcas estenderem as linhas à casa, mas confesso que não consigo imaginar uma marca de mobiliário lançar uma linha de tuxedos ou de fatos de gala!

Os nossos espaços são cada vez mais importantes nas nossas vidas e é importante termos referências nas áreas que nos influênciam duma forma mais directa, como por exemplo (e agora um exemplo mais low-end) a H&M.

Não me admira que esta marca tenha lançado artigos para a casa, visto que para os escandinavos os espaços são tão ou mais importantes como a roupa. A cultura e o próprio clima convida as pessoas a passarem mais tempo em casa. Não é como no sul da Europa, que devido ao número de dias de sol que temos por ano, passamos mais tempo na rua.

Há já alguns anos que a H&M abriu este departamento na Oxford Street. No inicio não passava dumas almofadas e dumas mantinhas, mas agora a linha já inclui algumas louças e mobiliário como por exemplo bancos.

Acho que deviamos ter cá esta representação. Tal como a roupa, o home ware que vendem convidam-nos a levar as nossas carteiras para a rua (sim, porque eu por vezes tomo a decisão de deixar a minha em casa para não cair na tentação das compras compulsivas).

Esta linha de casa de banho puxa um bocadinho para o French Style, de qualquer forma fica bem em qualquer suite contemporanea.
Gosto muito da linha de lençois que lançaram às riscas (o meu padrão favorito) com um ar meio imperfeito, mas muito escandinavo.
Black & White! As Scandinavian as it ca be.


Sacos para a roupa suja - paixão à primeira vista. Tive de comprar um! Mas até o Verão acabar vou usá-lo como saco de praia. É enorme, cabe lá tudo (e mais alguma coisa) e é super stylish.
Departamento de cozinha: um regalo. Os panos de cozinha, os individuais, os potes, os jarros, as caixas e caixinhas... quase impossivel resistir.

Monday, July 15, 2013

Serpentine Gallery | Sou Fujimoto - 3D Notebook Grid.

Todos os anos, desde 2000 que a Serpentine Gallery promove o Summer Pavilion. Provavelmente é o projecto de arquitectura mais conhecido em todo o mundo promovido por uma galeria de arte contemporanea.

Desde 2005, quando me mudei para Londres, que tenho o privilégio de acompanhar este projecto de perto. Neste mesmo ano foi quando Álvaro Siza e Souto Moura foram os arquitectos convidados.

O projecto consiste numa ideia muito simples: um arquitecto ou equipa de arquitectos que nunca construiram nenhum edificio em Inglaterra são convidados a desenvolver uma estrutura temporária nos jardins de Kensington ao lado da galeria. Essa estrutura deve albergar um espaço para um pequeno café e lugares sentados para acolher todos os eventos que são celebrados durante os meses de Primavera/Verão (de três a seis meses), como seminários, discussões, apresentações e outras conversas interesantes à volta da arquitectura dos dias de hoje.

Este ano foi Sou Fujimoto o convidado. É um dos projectos mais bonitos que algum vez vi - um conjunto de simplicidade e complexidade dificeis de explicar mas maravilhoso de explorar. Para amantes de arquitectura e criativos, é o melhor projecto que podem visitar este Verão. Vai ficar em exposição até ao dia 20 de Outubro, e pelo que pesquisei há uns anos, quando desenvolvia um dos meus projectos da faculdade à volta de museus e galerias, estas estruturas são leiloadas (geralmente a particulares) e o dinheiro angariado é para aplicar na galeria, que tem entrada gratuita em todas as exposições durante todo o ano.

Parece um caderno quadriculado tridimencional que compõe uma estrutura matemática de resultado simples mas um desenvolvimento complexo.

A entrada é convidativa.

Uma janela aberta quase perdida nos calculos efectuados.

O pormenor da planta delineado com cascalho solto abraça toda a simplicidade da estrutura.

Miudos que brincam como eu brincava em miuda mas em estruturas mais modestas que esta. Um regalo! 

Este conjunto de discos acrilicos sobrepostos meticulosamente compoem o tecto de algumas partes do edificio. 

À volta do pavilão ainda se encontravam mesas e cadeiras para quem quiser apreciar a estrutura de fora. 
E porque a segurança nunca deve ser descurada aqui está o inicio da experiência.

Mais um pormenor de segurança. Porque é uma estrutura muito uniforme, é muito fácil perder "o solo".

Os degraus que são assentos e que são degraus. Interacção na sua essência.
OTHER SUMMER PAVILIONS
by Herzog & de Meuron and Ai Weiwei completamente revestido em cortiça do grupo Amorim.
by Peter Zumthor
by Jean Nouvel

Em 2010 a Victoria & Albert Museum expôs uma serie de edificios à escala 1:1 onde podiamos ver o trabalho de Sou Fujimoto. As transparências são uma constante no seu trabalho. Cliqua aqui para ver.


Monday, July 1, 2013

DINING with Charles.

Quando se escolhe uma cadeira para a mesa de jantar temos de ter os mesmos critérios quando escolhemos um par de sapatos: super stylish and very comfortable, principalmente se quisermos que os convidados fiquem pela noite fora. 

Neste momento tenho a mesa de jantar com umas Louis Ghost em amarelo transparente (a mesa é de carvalho escurecido a wengé), mas ando cheia de vontade de comprar umas Charles Eames Plastic Chair (1950).  É uma cadeira que só não reune os dois critérios principais mas também é feita para gente mais baixa que a média, como eu.

Uma cadeira que incentiva ao mix de acabamentos e cor.

De costas baixas, não deixa de ser um grande statement piece à volta da mesa.  

Para os mais arrojados, verde esmeralda.
Fotos aqui