Friday, September 12, 2014

H&M Home | Grandella Flagship Store Lisboa.

Vivia em Londres quando a H&M lançou a primeira linha para a casa na mega store de Oxford Street - acessórios de decoração de referência escandinava que se adaptariam a qualquer casa casual chic - tal como na roupa, eles sabem do que precisamos para nos sentirmos muito bem.
O ano passado voltei lá e dei por mim a desejar ter a H&M Home em Lisboa. Tantos produtos que ficariam bem nas nossas casas, no escritório (têm canecas lindas) ou presentes perfeitos para a familia ou amigos mais exigentes. Imaginem lá a minha alegria quando recebi o convite para ir à reabertura da loja no Chiado. 

Apesar de ser uma marca que explora as tendências, quando se entra numa H&M Home sente-se aquela veia nórdica - madeiras maciças, cores que aquecem, tecidos confortáveis e prints que trazem a Natureza para dentro de casa. Também há outras colecções, mas é o estilo escandinavo que sugere todo o conforto para os dias de Outono que se aproximam e convidam ao retiro. 

Aproveitem este fim de semana para preparar a chegada dos dias mais pequenos, mais frios. Imaginem já as tardes chuvosas em casa com os amigos e um bom vinho, ou os serões calmos e quentes em família.
Para a casa no campo (ou para quem quer trazer o campo para a cidade), a linha Rustic Charm é uma inspiração (e um must have). 
Entre a escandinávia e o mediterraneo, nascem estas peças que apetece levar para casa - os acessórios de madeira ficam sempre bem, mesmo nas cozinhas mais minimalistas, não achas? 
Esta colecção fez-me lembrar um moodboard e projecto que fiz há uns anos. Clica aqui para ver.
Cheira mesmo a Outono, não cheira? Meias grossas, um cardigan por cima da t-shirt, o frio que se intensifica lá fora, mas que perde para o conforto de casa que nos dá energia para o dia seguinte.

Um toque mais delicado, almofadas e mantas para casas mais girlish. 
Em casa ou no escritório, fã de café ou chá, há que ter sempre uma chávena para nos acariciar os lábios.
Sem comentários - é para ter em casa!
Cortinas de duche - à esquerda um rio com pedras, ao centro as riscas intemporais e à direita, mármore (a pedra que voltou a ser o novo preto nos interiores).

#hmloveslisboa #hmhome #hm

Monday, September 8, 2014

Traça | O Porto Cada Vez Mais Internacional.

Uma noite destas recebi um convite para ir ao Porto e como seria de esperar, nada mais importou - tudo passou a girar à volta da minha companhia e do prazer de ter um dia inteirinho para explorar a cidade sozinha.. Acredita que nem o melhor dia de praia ganhava!


Andava eu rua acima rua abaixo quando a fome se manifestou. Logo ali estava o Traça, um restaurante cheio de estilo, contemporâneo e nada presunçoso. O menu, que me pareceu um cruzamento subtil entre a tradição culinária escandinava e a novas tendências, encaixou no que procurava: o Porto Internacional.

O Traça podia estar em qualquer cidade do mundo, tal é a forma deliciosa com que abraça a tradição e a modernidade. Destas fusões, resultam várias sensações mas quero destacar o equilíbrio, enaltecido com o serviço excepcional como é habito por estas bandas.


Deliciem-se e se vos aparecer uma oportunidade como esta, não a desperdicem - vão amar ainda mais (n)o Porto. 

Parece vazio, mas não - é só cedo. Fui a primeira pessoa a entrar e provavelmente a última a sair.
A maior vantagem duma mezzanine? Abraça e enaltece quaisquer espaços com muita mestria. 
Para quem está sozinho ou simplesmente com menos tempo.
Um belo retrato do estilo ecléctico. 
O meu canto e o meu Douro. 
Nas minhas viagens, seja cá ou lá, há sempre momentos como este: caderno, caneta, mapa e a bebida que esse exacto momento pede (ou vinho ou chá).
Imaculado branco, uma caracteristica do design escandinavo.
E porque o bom design está sempre cheio de pormenores, o que me dizes a este banco para pousarmos as malas, pastas e outras coisas que carregamos para todo o lado?
A esplanada que me convidou a ficar e explorar aquele que se tornou o meu restaurante favorito do Porto. 


Friday, September 5, 2014

Riscas elegantes | Elegant Stripes.

Gosto de acessórios às riscas, tanto para interiores como moda - é um padrão intemporal, elegante e versátil, não é?
Há um ano atrás comprei uns metros de tecidos às risca pretas e brancas na IKEA. Parte desse tecido foi para forrar uma tábua de pinho para fazer um cabide para o hall de entrada e o que sobrou guardei para fazer um saco. 
Finalmente pus mãos à obra: idealizei a forma e pedi à minha amiga Dalila para pôr os seus dotes de costureira a funcionar. Já pronto, agarrei no saco e levei-o à Casa das Peles em Torres Vedras para pôr as alças em cabedal natural. É o meu acessório de eleição deste Verão, tanto na cidade como na praia.

Love stripy accessories, both for interiors or fashion - it's timeless, elegant and versatile,isn't it?
A year ago I bought a few fabric meters at IKEA. Part of this fabric I used to line a plank of pine to make a hanger for my entrance hall and kept the spare to make a tote bag.
Finally put myself to work: designed de bag and asked my friend Dalila to sew it. Ready, grabbed the bag and took it to a leather shop to put the handles. It's been my favourite accessory for the summer, both in the city or the beach. 
O mix de riscas largas e finas dá mais movimento ao saco, não dá?
Mixing large and thin stripes gives it more movement, doesn't it?
Adoro ver riscas com flores. Perfita combinação.
I just love stripes and flowers. Perfect combination.
Casual Chic

Wednesday, August 13, 2014

A Casa do Miguel e da Cátia | Um Conto Longo de Enredos Sobrepostos.

Escrever sobre a casa do Miguel e da Cátia não vai ser fácil: primeiro porque esta casa é um pormenor só (mas gigante), depois porque são duas pessoas com personalidades fortes e isto sente-se em cada fragmento deste (grande) pormenor e para rematar o Miguel é jornalista - vai com certeza analisar cada palavra que escolhi para exprimir o que vi e senti neste espaço!
Arquitectonicamente é uma casa do início do século XX mas recuperada com um traço contemporâneo. O styling torna-a o cenário perfeito para um conto muito longo que atravessa várias épocas, com enredos sobrepostos e outros paralelos mas com um final feliz e tão simples como a vida. Amei!

Quando cheguei à rua deles achei que precisava no máximo de 1 hora para tirar as fotos, fazer as minhas perguntas e alinhavar as minhas notas. Por isso pré-paguei 70 minutos de estacionamento. A verdade é que fiquei 3 horas - lembro-me de imaginar o meu carro a ser rebocado pela Emel mas a conversa estava a saber tão bem que depressa apaguei esse pequeno filme da minha cabeça... Seja o que a Emel quiser, pensei eu!  

Assim que se entra em casa, somos imediatamente recebidos por nós próprios - um espelho redondo, que segundo Feng Shui, traz a energia do elemento água (pura, profunda e calma). A acompanhar esse espelho encontra-se uma pequena mesa decorada com tesourinhos que automaticamente me levaram a minha adolescência (e de certeza também à tua).

À direita está uma sala cheia de luz e a entrada para o quarto principal. Uma porta gigante que corre paralela à parede encheu-me os olhos - não há nada mais funcional que uma porta de correr: disponibiliza o espaço para tudo e mais alguma coisa, como por exemplo um belo par de pernas que me fizeram lembrar Uma Festa Kinky que a Cátia organizou há uns anos.

À esquerda acontece o resto da casa. À medida que percorremos o corredor desvendamos o jardim lá ao fundo repleto de árvores e outros recantos - mostrarei mais à frente.
 
Na sala tudo existe, e a realçar um aparador com vagos traços escandinavos e portas de correr em vidro (que volta a estar na moda) coberto de garrafas de gins - acho que este é o momento para dizer que o Miguel Somsen é um dos fundadores do super badalado Gin Lovers e da única revista de Gin no Mundo.

Perto da mesa de jantar encontra-se um conjunto de chandeliers lindos pendurados num suporte para cabides. Um momento inesperado, ali mesmo disponiveis para apreciarmos a beleza destes objectos que se estivessem a executar a função para a qual foram concebidos, passariam mais despercebidos.

Os objectos desta casa fazem parte duma colecção vasta e ecléctica que o Miguel e a Cátia vão trazendo para casa - garrafas, garrafinhas, bonecos, caixinhas... a tudo é dado uma vida nova mas com a certeza que fazem parte de um todo.

Neste espaço a decoração é uma forma de arte, seja ela literal ou conceptual.

Quando perguntei a ambos qual era a parte da casa que menos gostavam, a resposta foi unânime: a cozinha. Quando se olha para este lado da casa, o primeiro feeling é - gira! mas uma cozinha, antes de ser gira tem de ser funcional, principalmente quando o casal adora cozinhar, apreciar comida e receber amigos lá em casa.

A casa de banho, que eu adorei pelo seu lado glamoroso, também sofre na funcionalidade. Contudo, achei o máximo a forma como eles tornaram o water closet parte integral do resto da casa: livros, bancos e plantas, sabonetes, candeeiros e frascos de perfume: tudo flui como a água.

Last but not the least, o jardim! Não é que o País das Maravilhas da Alice tenha alguma semelhança a este jardim, mas a verdade é que, enquanto falavamos os 3 por aqui (e a Cátia me apanhava limões maiores que as minhas duas mãos juntas) só me lembrava do gato, do coelho, das rainhas, dos irmãos e dos enconderijos que sempre imaginei que a Alice visitava depois do filme acabar. 

Juro-vos que imaginei a Alice entrar pelo buraco desta casinha para pássaros e que lá dentro desdobrava-se outros tantos espaços fantásticos. 

Há mais para mostrar. Sigam a página I Design Therefore I am e deixem os vossos comentários que serão todos bem-vindos.

Thursday, August 7, 2014

Duches de Verão | Summer Showers.

Da mesma maneira que temos sandálias de verão, também devíamos ter duches de verão. Era tão bom!
Chegar ao fim do dia, seja do escritório ou da praia, das compras ou da escola dos miúdos, ligar a água morna, entrar num duche enorme, espaçoso, cheio de luz, plantas gigantes e apreciar tudo. Que bem que saberia.

The same way we have summer sandals, we should have summer showers too. It was so good!
Reach the end of the day, either from the office or the beach, shopping or the kids' school, turn on the water on a large shower, spacious, light-filled, giant plants and appreciate it all. Couldn't be better! 

Foto via Pinterest

Wednesday, July 30, 2014

A Casa da Ana | A Elegância e a Liberdade.

Quando se entra na casa da Ana e do Sérgio a primeira palavra que vem à cabeça é elegância, mas não é aquela elegância que estamos habituados a ver - é uma elegância com um je ne sais quoi sauvage onde a liberdade se sente e quer ficar.

É um apartamento grandioso em Telheiras com vistas ricas sobre Lisboa, janelas enormes que trazem o céu e o sol para dentro de casa, pormenor que todos lá em casa gostam. 
Colorido por uma paleta de cores equilibradas, entre os dourados e os prateados, enaltecidos com veludos e tafetás, é um composto de espaços que abraçam.

É uma casa calma, tão calma como imagino o deserto africano naqueles fins de dia serenos de cores aconchegantes. 

Diz a Ana que nesta casa só falta uma coisa - um closet, que infelizmente não foi premitido devido à estrutura do apartamento, mas garanto que ninguém dá por falta dele. Nesta casa quase nos perdemos entre a sala de estar, jantar, cozinha, salinha de TV e escritório cheio de troféus da Campeã Mundial de Field Target 2012 (Noruega) e Campeã Europeia 2014 (Estónia) da mesma modalidade - é isso mesmo, uma mulher de armas, sem tirar nem pôr.

Há tanto mais para contar e mostrar da casa da Ana, mas por agora fica aqui a minha primeira selecção. Durante os próximos dias acompanhem I Design Therefore I am para mais pormenores contemporâneos com um twist étnico de quem aprecia a Natureza duma forma discreta.

O Sakitas (AKA Osaka) é um dos membros da familia. Podia achar-se que as tonalidades da casa foram escolhidas por ele, mas não, é um gato Exótico que para além de ser um fofo remata toda a elegância que por ali se vive. 
As referências africanas são encontradas pela casa com muito savoir-faire: discretas mas que se notam pela força que transmitem.
Peles de Orix, o antilope mais abundante na Namibia e simbolo deste país de onde o casal trouxe grandes e boas memórias.  
Uma imagem aparentemente simples, mas que precisa de mais tempo para ser apreciada. Primeiro olhemos para a mesa: simplesmente grandiosa, com um pé central com tanto movimento como aquele que gostamos de sentir quando rodeados por amigos e familia num jantar. E agora apreciemos o candeeiro: contemporâneo de inspiração marroquina, abat-jours perfurados fazem umas sombras lindas espalhadas pelas paredes e tectos. 
Este armário foi desenhado pela Ana - forrado a veludo dourado, com os apoios para as armas. Acreditem que até eu pensei dedicar-me ao Field Target só para ter razões para ter um igual em minha casa. Lindo não é?
Adorei quando a Ana me disse que tinha o caderno com as notas todas do projecto de interiores da casa. Nesta página estão os pormenores para a construção do armário da imagem de cima tão detalhados como as carabinas que alberga todos os dias. 

Quem me conhece sabe que adoro a mistura subtil de estilos, e na casa da Ana esses toques encontram-se. Esta banqueta de formas elevadas encontra-se no escritório - forrada a seda e decorada com almofadas de pele é um objecto de inspiração.
Lanternas compradas em Estocolmo trazem à salinha da televisão a luz necessária para ver um filme romântico dos anos 50, não acham? 
Uma Marie Antoinette contemporânea adoraria atirar-se para cima desta cama cheia de almofadas delicadas e sumputosas - ADORO!
(Quarto desenhado pela Sá Aranha Vasconcelos)

Tuesday, July 22, 2014

La Boulangerie Minha Vizinha | My neighbour La Boulangerie.

O nosso bem-estar encontra-se em casa mas também nos sítios por onde vamos passando.
Quando falo em sítios, falo por exemplo em cafés que escolhemos para nos encontrarmos com amigos, lojas para comprar as nossas mercearias mais especiais ou na padaria onde compramos um dos mais básicos mas importante elemento da nossa alimentação (pelo menos da minha).
Nas Janelas Verdes, mesmo na minha rua, há um sitio por onde eu só não passo, como também permaneço. Onde vou sozinha, onde levo amigos, onde já me encontrei com a minha vizinha favorita e onde vou comprar pão e um croissant de amêndoas de-li-ci-o-so (a não evitar).
La Boulangerie (antiga La Boulangerie by Stef) é um sitio para ficar, para apreciar (tal como os seus croissants de amêndoa) e para tirar ideias lá para casa - quando não souberes o que fazer a um prato que tanto gostas, a uma gaiola da tua infância ou a um souvenir que trouxeste da ultima viagem, és capaz de encontrar a dica certa neste espaço contemporâneo com o twist vintage.

We find happiness at home, but also at the places we chose to spend time at. 
When I say places, I mean coffee shops we chose to meet friend, grocery shops to buy the ingredients for dinner or the bakery where we know we find the most basic yet important element of the food chain - bread.
At Janelas Verdes, right where I leave, there's a place I like to spend time on my own, with friends, where I've met my favourite neighbour and where I buy bread and a de-li-ci-o-us almond croissant (a must have).
La Boulangerie (former La Boulangerie by Stef) is a place to stay,to appreciate (and don't forget the almond croissant) and to be inspired for home - if you get stuck with a plate which you have no idea what to do with it, or a little cage from your childhood or maybe a souvenir you have from your last trip, you might find the tip you've been looking for. It's a contemporary space with a vintage twist not to be missed out.

Arty flair.
Trendy chalkboards.
Love is in the detail.
The unexpected space - lavatory right in the main room - love concept.
Don't know where they got these, though next time I pop in I will ask if it belongs to the old space.
In love with these plates - made by Costa Nova, Portugal .
My bread and butter (and double coffee).