No outro dia, em tom de apresentação, escrevia
no facebook que a casa da Filipa é uma casa de poucas palavras (...) está lá tudo e longe de ser somente o essencial. Quando dizia TUDO não me referia somente
àquilo que se vê - referia-me acima de tudo ao que se sente e percebe nas entrelinhas.
A casa da Filipa é o seu retrato: discretamente rebelde (que
transmite serenidade), meiga (mas acutilante quando o momento
assim o exige), uma eterna romântica (que adora filmes de
terror), elegantemente calma (mas nos bastidores, desloca-se a
uma velocidade vertiginosa) e {complexamente} simples - jamais simplista, seja
na forma como pensa ou comunica.
A Filipa Penteado é formada em Design de Moda, mas
decidiu revelar-se Produtora e Jornalista. Escreve para ela e para revistas que
acreditam que um texto é uma Obra d'Arte (e sem espaço para argumentos em
contrário). É a miúda que nos apresenta Megan Kathleen McIsacc ou fala de Diane Arbus como se de uma amiga se tratasse. Ama Tim Walker e as suas hipérboles
visuais e anda sempre na boa companhia dos clássicos: Audrey Hepburn, Brigitte
Bardot e Serge Gainsbourg fazem parte integral desse
"grupinho".
A sua casa respira luminosidade, não só aquela que
entra janelas adentro e que se espreguiça nas paredes pintadas de branco
imaculado, mas também aquela que irradia cada pormenor. Ilustrações na parede
com fita-cola de papel japonês, almofadas que têm algo a dizer, jardins
imaginários estampados em vinil, mantas confortantes como a amizade que nutre
pelos seus e ainda o ronronar de Mr. Romero, o gato mais estiloso da Graça que
só te dá confiança quando perceber que és dos bons.
É uma casa pequenina, como a sua habitante, mas tudo
na vida tem uma grande vantagem - "obriga-me a editar o que tenho e a manter apenas o
essencial". Eu diria que guarda o simply the best.
Curiosa com a escolha, perguntei-lhe porque decidiu aqui morar: "eu já conhecia esta
casa e outra no mesmo prédio (são ambas de amigas) e sempre adorei as casas, a
vista e a zona. Na altura, escolhi a casa por motivos práticos e
logísticos, mas tendo em conta esta minha história,
acho que no fundo foi a casa que me escolheu a mim. Dei muitas voltas, mas foi
aqui que vim parar e faz todo o sentido. Neste momento, não me imagino noutro
sítio. É perfeita para mim."
É perfeita para ti e uma inspiração para
quem lê este post. Obrigado por nos
abrires as tuas portas.
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| Nunca disse mas desta vez não me vou conter: se esta ilustração de Wasted Rita alguma vez desaparecer da tua parede, fui eu e a minha colecção de Absolut que delicadamente a levou. |
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| O sofá confortável, as mantas fofinhas e o sarcasmo elegante de Wasted Rita. Percebes agora quando digo que a casa da Filipa é o seu retrato? Que é rebelde, meiga, romântica e calma? |
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| Sempre que misturo padrões é da Filipa que me lembro…ela fá-lo sempre muito bem (em casa como na roupa). |
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| A porta que liga a sala ao quarto - se eu pudesse teria uma porta assim em casa. |
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| A entrada para a cozinha, cuja vista deslumbra sobre um jardim gracioso, como se de uma casa de campo se tratasse. |
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| Pormenores que nos fazem e confortam. Há sempre um 5 o'clock tea time nesta casa, e com o melhor. |
LISTA DE COMPRAS
Almofada e Poster Absolut de Wasted Rita
Poster Audrey Hepburn
Autocolante da Pin-Up
Vinil Birds Dream de Benedita Feijó
Poster Fight Club
Manta mais escura é um cachecol oversized de um open day da H&M que usa como manta
Manta mais clara IKEA
Caixas de chá herdadas da mãe (link não disponível)










