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Wednesday, April 23, 2014

Union Jack's | Covent Garden, Londres.

É à mesa que nos entendemos, certo? 
Certo.

À mesa comenos, celebramos, contamos histórias, partilhamos saberes e sabores, degustamos o que a vida (e natureza) tem de melhor para nos oferecer. À mesa somos mais nós: mais simples e por isso ainda mais interessantes.

E à mesa da Union Jacks by Jamie Oliver & Chris Bianco somos tudo isso mas num british mode. Se passarem por Londres não deixem de visitar este Pop Up Restaurant no meio de Covent Garden para saborear um belo beef com pimenta e batata frita. É tão simples quanto delicioso.





Friday, July 19, 2013

Herbs & The Beauty To Have Them Grow.

Sou uma apaixonada por Urban Gardens e agora que tenho um apartamento com muita luz e varanda, tenho aumentado os pequeninos jardins cá em casa (pequeninos jardins = vasos).

Tenho sucesso com árvores (tenho uma oliveira na varanda muito pequena que promete vir a dar muitas azeitonas para os meus Martinis) e tenho sucesso com plantas.

No que toca a ervas aromáticas já percebi que para mim, a dificuldade em tê-las à mão se semear para as saladas e pastas favoritas é muito alta. Tenho até consciente que pode ser sem duvida um problema energético, mas não vou desistir enquanto não explorar as técnicas todas.
Já tentei (quase) tudo: muita luz, pouca luz; muita água, pouca água; sol, sem sol; no alto, em baixo; muita terra, pouca terra. Até já comprei aqueles kits do IKEA (vasos, terra, sementes e instruções?), mas não consigo mantê-las.

A semana passada vi este produto no Design Museum em Londres e voltou a dar-me vontade de tentar o cultivo destas especies. Já o conhecia, mas não lhe dei a importância que realmente pode ter. Sendo que a função mais importante do design é resolver necessidades, voltei a acreditar que há uma grande chance ter ervas aromáticas frescas cá em casa.

Alguém com boas dicas e/ou segredos nesta arete para partilhar?


Projecto herbs/spices do françês Pascal Charmolu para a sueca sagaform

(Estes vasos são mesmo bonitos, não são? Achoq ue vale a pena comprá-lo nem que seja para dar-lhe outra função.)

Wednesday, July 17, 2013

St John Bread and Wine | British Chic.

Se eu tivesse de escolher somente três coisas que seriam o meu único alimento para sempre, garantidamente que seria pão, manteiga e café, mas devo dizer que o vinho ficaria de fora a muito custo.

O St John Bread and Wine faz-me sempre lembrar este conceito das 3 melhores coisas "gourmet" do mundo. Têm uma selecção de vinhos fantástica e o pão... meu deus, o pão! É do melhor que se encontra no centro de Londres. Ía lá 2 a 3 vezes por semana buscar aqueles enormes home made loaf of bread.

O espaço é super British Chic. Decorado com cadeiras e mesas de formas muito simples, a sala tem até um ar de cantina. O facto das janelas estarem a uma cota mais alta do que o standard dá a privacidade aos clientes, facto que em Londres é muito solicitado. Os guardanapos cheiram a lavanda (talvez até british lavander, who knows?) e o chão  em forma de zig-zag é em madeira recuperado.

O serviço é top e exclusivamente British (é normal encontrarmos latinos e outras nacionalidade a servir às mesas de Londres, mas no St John podemos fazer conta somente com Britain on its best). O chefe de sala, muito engraçado, tinha um accent so Scottish I could marry him...

Já não é novidade, mas este deve ter sido um dos primeiros restaurantes que me deu a conhecer há alguns anos atrás que os menus só não são alterados todos os dias como ainda, durante o dia há trocas espontâneas, providenciando aos seus clientes o fator surpresa e confiança que em serviços qualificados ficam sempre muito bem.

 
A organização faz-me bem à alma, e é de apreciar estes copos meticulosamente organizados à espera de novos clientes, não é?

O branco e a madeira são a constante dos interiores que trás todo o equilíbrio desejado enquanto se saboreia uma boa refeição, seja sozinha (como eu) ou acompanhado por amigos ou familiares.



Tudo ao pormenor, começando pela água, que diz vir duma fonte qualquer do Reino Unido, mas não se sabe qual.

Earl Grey, please.
O pão delicioso que confortava as minhas manhãs (e às vezes noites) na ilha de Sua Majestade
PS - A directora da Whitechapel Gallery Iwona Blazwick faz questão de ir lá tomar o seu branch aos Domingos. Whoever wants to mingle with her should drop by.

Monday, July 15, 2013

Serpentine Gallery | Sou Fujimoto - 3D Notebook Grid.

Todos os anos, desde 2000 que a Serpentine Gallery promove o Summer Pavilion. Provavelmente é o projecto de arquitectura mais conhecido em todo o mundo promovido por uma galeria de arte contemporanea.

Desde 2005, quando me mudei para Londres, que tenho o privilégio de acompanhar este projecto de perto. Neste mesmo ano foi quando Álvaro Siza e Souto Moura foram os arquitectos convidados.

O projecto consiste numa ideia muito simples: um arquitecto ou equipa de arquitectos que nunca construiram nenhum edificio em Inglaterra são convidados a desenvolver uma estrutura temporária nos jardins de Kensington ao lado da galeria. Essa estrutura deve albergar um espaço para um pequeno café e lugares sentados para acolher todos os eventos que são celebrados durante os meses de Primavera/Verão (de três a seis meses), como seminários, discussões, apresentações e outras conversas interesantes à volta da arquitectura dos dias de hoje.

Este ano foi Sou Fujimoto o convidado. É um dos projectos mais bonitos que algum vez vi - um conjunto de simplicidade e complexidade dificeis de explicar mas maravilhoso de explorar. Para amantes de arquitectura e criativos, é o melhor projecto que podem visitar este Verão. Vai ficar em exposição até ao dia 20 de Outubro, e pelo que pesquisei há uns anos, quando desenvolvia um dos meus projectos da faculdade à volta de museus e galerias, estas estruturas são leiloadas (geralmente a particulares) e o dinheiro angariado é para aplicar na galeria, que tem entrada gratuita em todas as exposições durante todo o ano.

Parece um caderno quadriculado tridimencional que compõe uma estrutura matemática de resultado simples mas um desenvolvimento complexo.

A entrada é convidativa.

Uma janela aberta quase perdida nos calculos efectuados.

O pormenor da planta delineado com cascalho solto abraça toda a simplicidade da estrutura.

Miudos que brincam como eu brincava em miuda mas em estruturas mais modestas que esta. Um regalo! 

Este conjunto de discos acrilicos sobrepostos meticulosamente compoem o tecto de algumas partes do edificio. 

À volta do pavilão ainda se encontravam mesas e cadeiras para quem quiser apreciar a estrutura de fora. 
E porque a segurança nunca deve ser descurada aqui está o inicio da experiência.

Mais um pormenor de segurança. Porque é uma estrutura muito uniforme, é muito fácil perder "o solo".

Os degraus que são assentos e que são degraus. Interacção na sua essência.
OTHER SUMMER PAVILIONS
by Herzog & de Meuron and Ai Weiwei completamente revestido em cortiça do grupo Amorim.
by Peter Zumthor
by Jean Nouvel

Em 2010 a Victoria & Albert Museum expôs uma serie de edificios à escala 1:1 onde podiamos ver o trabalho de Sou Fujimoto. As transparências são uma constante no seu trabalho. Cliqua aqui para ver.