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Tuesday, April 1, 2014

Primo Ciao Ciao | Södermalm, Estocolmo.

Já disse em várias ocasiões mas nunca é demais repetir: os restaurantes nos países nórdicos, nomeadamente na Escandinávia, são sempre muito mais bonitos, com um serviço excelente, comida deliciosa (muito mais caros) e a razão pela qual acredito nisso é exactamente pelo facto de terem um clima tão mais severo que nós aqui no sul da Europa. Há que dar boas razões e uma excelente experiência às pessoas para sairem do seu conforto e assim enfrentarem o frio, a neve e a chuva. Portanto, é quase certo que saimos satisfeitos pela experiência - espaço e comida. Não me lembro duma vez sequer vir com a sensação de que me ficou a faltar alguma coisa ou a questionar se devia ter pedido o livro de reclamações.

Primo Ciao Ciao, na zona de  Södermalm em Estocolmo. Deliciem-se com os pormenores, porque sabores só mesmo lá indo. 

Quase todo o espaço era decorado com garrafas de vinho. Não sou entendida em vinhos italianos (ou noutros quaisquer, só sei dizer se me sabe bem ou não), mas pareciam-me todos uma boa opção.
Os guardanapos de 100% algodão são pormenores que todos gostamos, verdade?
Velas que iluminam e confortam.
Uma bruschetta mais elaborada do que a clássica, mas definitivamente deliciosa: numa fatia de pão alta e muito bem temperada.
Quando escolhi esta massa confesso que desconfiei dela, mas mais deliciosa e bem confecionada seria impossivel - Pappardelle al Limone.


Sunday, March 30, 2014

Mercearias da Minha Infância.

Entre muitas brincadeiras do tempo de miúda, uma delas era "brincar às lojinhas" - à porta da adega dos meus avós agarrava em caixas de fruta, virava uma ao contrário, outras ao alto e a partir dali vendia conchas do mar e limonada que eu própria fazia - sim, é verdade, tenho mesmo uma cena por mercearias. 

Encontrei esta em Estocolmo, na zona de Södermalm, já tarde quando procurava um sitio para jantar. À entrada estava uma cascata de caixas de fruta e legumes que atraiam pelo cheiro - lembro-me da intensidade do aipo, que eu adoro (e de Bloody Mary também). Entrei e só sorri - uma instalação de caixas de fruta a fazer de prateleiras, cuja diferença com a minha lojinha era somente a escala de implementação. De repente estava novamente à porta da adega do meu avô Francisco e da minha avó Maximina.

Aqui encontra-se uma selecção de produtos italianos (molhos, azeite, massas e tudo ligado à cozinha rápida - e não menos deliciosa - de Itália), uma selecção de produtos árabes (farinhas para as falafels, hummus e outras coisas que eu confesso já não me lembrar) e montanhas de frutos secos, todos os que possas imaginar estavam lá - só imaginei uma mega salada verde salpicada de frutos vermelhos secos que eu adoro: temperada com limão ou maracujá e já está.

Adorei o pormenor da tira a imitar o quadro de ardósia com o texto a giz - altamente eficaz, não é?