Ontem assinei o meu novo contrato de arrendamento. Foi tudo tão rápido
que ainda me estou a habituar à ideia que vou ter de empacotar
40m2 de apartamento (bem recheado, sim porque ninguém imagina os segredos que
esta casinha da Madragoa tem) nas próximas semanas.
Vou
mudar para um apartamento maior, mais luminoso e muito mais stylish.
Tectos altos, rodapés e portas pintados de branco, chão em taco a fazer
zig-zag e portas para a varanda estreitinha com vista para o Tejo. É um
edifício Pombalino, contudo os andares de cima já são extensões
posteriores, por isso o traço original da época não se encontra no
meu apartamento. Não faz mal, gosto dele mesmo assim.
A casa têm 3 assoalhadas (+ cozinha + casa-de-banho + hall/corredor) com dimensões óptimas. Óptimas, não
grandes.
Quando
lá entrei pela primeira vez, no imediato imaginei uma das divisões ser
uma sala de jantar à moda antiga.
Mesa ao centro decorada com uma
fruteira gigante, cadeiras à volta e loiceiro com as porcelanas todas a
decorar o espaço (não tenho limoges). Mergulhei fundo nesta ideia. Tão
fundo que até me via a tomar o pequeno almoço ao fim de semana de portas
abertas para o rio e a
gataria deitada no chão a apanhar Sol.
Este sonho durou uns
dias. Depressa cedi ao meu pragmatismo e percebi de imediato que ocupar
uma divisão com uma sala de jantar seria muito pouco funcional. Voltei a
questionar tudo (a mente dum criativo é assim, sempre a questionar...).
Pensei num escritório, visto que passo imenso tempo ao
computador e porque o tele-trabalho também faz parte da minha rotina
semanal. Mas o facto de gostar que o meu
home office seja parte
integrante da sala de estar, deixa mais uma vez uma divisão disponível.
Priorizando
necessidades, dum facto estou certa: quero que no meu quarto haja pouco
mais do que uma cama confortável, mesa(s) de cabeceira, um cabide na
parede para pendurar o robe e talvez um tapete e uma cadeira. O resto terá de ir para
outro lado. Quero neste quarto
encontrar calma e energia para
apaziguar o stress do dia (até rima), ou como os inglêses diriam,
to find my beauty
sleep.
Não se esqueçam que o quarto é a divisão onde,
em média, passamos mais tempo seguido (*). É importante que seja arejado e
que reflicta o que vos faz bem, mesmo que isso signifique uma parede com
uma colagem gigante e neos espampanantes.
(*) regra geral, as grandes exepções acontecem sempre ao domingo: garantidamente que passo mais tempo enterrada no sofá da sala com tudo a que tenho direito a fazer somente o que me dá prazer e que não tenho tempo durante a semana.
 |
| Cores Terra são sempre uma escolha, não só segura, como garantidamente certa para o quarto. Esta combinação de brancos, terras e madeira (com o pormenor da planta) são na integra perfeitas para encontrar o teu Beauty Sleep. |
 |
| Luz Light Lumière Licht Lys Valo Ljós Luce Ljus | | |
 |
| A pergunta aqui é: como é que consegues trazer esta paz para dentro do teu quarto? |
 |
| Daybed para a noite? Why not? |
 |
| Quando o quarto tem caracteristicas imponentes, como por exemplo ajulejos, a escolha da cama (altura por exemplo) e da roupa da mesma equilibram o espaço trazendo aquele cozy minimalist feeling para dentro. |
Todas as imagens podem encontrar no
Pinterest